Dezoito anos após a desativação da estatal Nuclemon em São Paulo, começou na semana passada a descontami- nação de um terreno radioativo na Avenida Interlagos, zona sul. O objetivo das Indústrias Nucleares do Brasil (INB), substituta da Nuclemon, é limpar e liberar o terreno de 54 mil metros quadrados para "uso irrestrito". "A classificação de uso irrestrito permite a instalação de qualquer tipo de atividade sem risco algum para a saúde", afirma o coordenador da unidade São Paulo da INB, Valter Mortagua.
A missão da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) – órgão da ONU - concluiu que as atividades da mina de urânio das Indústrias Nucleares do Brasil, em Caetité (BA) atendem a todos os requisitos de segurança e que não provocam nenhum impacto significativo ao meio-ambiente da região. Segundo os especialistas, a unidade de produção é bem projetada, bem mantida, segura e eficiente. A apresentação da conclusão prévia foi realizada nesta quinta-feira (04/02), no Rio de Janeiro. “A INB pode se orgulhar da operação que realiza, em Caetité”, afirmou o chefe da missão, Peter Waggitt, da Austrália, que é especialista em gerenciamento de resíduos.
As Indústrias Nucleares do Brasil firmaram contrato com a empresa francesa Areva para a conversão de concentrado de urânio em gás: o hexafluoreto de urânio. Através de uma licitação internacional, a Areva foi selecionada para realizar essa etapa do ciclo de combustível nuclear que não é realizada no Brasil; depois da conversão em hexafluoreto de urânio é enriquecido para em seguida ser novamente transformado em pó. É com esse pó de urânio enriquecido que se fabricam as pastilhas que compõem o combustível nuclear.
Em relação às noticias publicadas na imprensa as Indústrias Nucleares do Brasil - INB - esclarecem os seguintes pontos:
As Indústrias Nucleares do Brasil informam que no dia 28 de outubro um incidente operacional em sua unidade de mineração localizada em Caetité (BA), resultou no extravasamento de solvente orgânico (e não licor de urânio) usado para extrair urânio. Com o acionamento do sistema de controle, cerca de 500 litros do solvente extravasaram da unidade de extração e foram contidos dentro da área de operação da usina; todo esse material já foi removido e o incidente não provocou danos nem aos trabalhadores nem ao meio ambiente. O fato foi imediatamente comunicado à Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), que está inspecionando o local.
Não há quem negue que a matriz elétrica brasileira, por ser predominantemente hídrica, necessite de complementariedade térmica para garantir a segurança do abastecimento durante o período seco anual, quando os reservatórios das hidrelétricas estão baixos e estas usinas não conseguem gerar a plena capacidade. Se o Brasil seguir a tendência mundial, a fonte escolhida para exercer esta função de reserva do sistema, ao lado das eólicas e das centrais a biomassa, será a termonuclear.
Nas veias da Cidade Maravilhosa corre a energia que vem do urânio. Hoje, metade da eletricidade que o Rio consome é gerada nas usinas de Angra do Reis, que são movimentadas por um combustível produzido pela INB a partir de uma riqueza que o Brasil tem em abundância – o urânio. Conheça mais detalhes sobre a energia nuclear e o ciclo do combustível nuclear nesta edição especial do jornal Destak.
A área ambiental das Indústrias Nucleares do Brasil (INB) vem acumulando relevantes prêmios pelo excelente trabalho de reflorestamento que realiza no entorno de sua unidade de Engenheiro Passos, em Resende. Isto ficou provado com a conquista de mais um importante troféu: o de quinto lugar entre as mais de 300 empresas que participaram do Programa Benchmarking Ambiental 2009. Este é o quarto prêmio na área ambiental que a INB recebe nos últimos três anos.
As Indústrias Nucleares do Brasil - INB comemoraram o sucesso da entrega de mais uma recarga. O último transporte que completou a 7ª recarga de Angra 2 saiu da Fábrica de Combustível Nuclear, em Engenheiro Passos, Resende, no dia 12 de agosto. Ao todo, foram entregues 56 elementos combustíveis, totalizando uma produção de 33 toneladas de pastilhas de urânio.
A Unidade de Concentrado de Urânio (URA) das Indústrias Nucleares do Brasil - INB já se acostumou a bater recordes de produção. Agora é a vez do Horto Florestal da unidade, localizada no município de Caetité-BA, que está em busca de uma marca histórica neste ano: a produção de um milhão de mudas. Disposição não falta aos integrantes da equipe do Horto para que esta meta seja alcançada. “600 mil mudas serão destinadas ao plantio direto – nas dependências da Unidade – para recuperação das áreas degradadas e 400 mil serão doadas a campanhas de educação ambiental e comunidade”, explica o coordenador de Proteção Radiológica da INB Caetité, Pedro Luís dos Santos Dias.
A jazida de Itataia, em Santa Quitéria/CE, antes mesmo de se transformar em uma unidade de mineração de urânio e fosfato, tem chamado a atenção de técnicos de órgãos estaduais, universitários e estudantes locais. A curiosidade pelo local se justifica, afinal é de lá que sairá o urânio para quadruplicar a produção brasileira desse mineral importante para geração de energia elétrica e ainda aumentar em 10% a produção do fosfato no Brasil, resultados que serão obtidos através da parceria entre as Indústrias Nucleares do Brasil (INB) e a empresa Galvani.