A INB iniciará, em breve, um novo método de lavra na jazida Cachoeira, em Caetité, com vistas ao aumento de produção de urânio. Atualmente operando com a lavra a céu aberto, a previsão é de que daqui há dois anos entre também em operação a lavra subterrânea, resultando em operação conjunta em uma única mina.
O gerente da INB Caetité, Hilton Mantovani, explica que a razão da mudança é puramente econômica.
Antes de se iniciar a lavra a céu aberto, os estudos realizados por consultorias e pela equipe de projetos e de planejamento mineiro da INB apontavam que, por razões puramente econômicas, a cota de 770 metros de profundidade seria o limite da lavra a céu aberto. A partir desta cota, recomendava-se lavrar o minério da jazida Cachoeira, através de uma rampa e de galerias subterrâneas, revela o gerente.
O geólogo da INB, Mozart Câmara, explica que devido a forma do corpo do minério, este, ao alcançar aproximadamente 100 metros de profundidade, afunila, tornando a extração em cava (céu aberto) onerosa, provocando um aumento da relação estéril/minério e, consequentemente, afetando o custo operacional. Daí a necessidade de se mudar o método de extração, o qual não possibilita a geração de estéreis.
No início das atividades bastava retirar duas toneladas de estéril, para se retirar uma tonelada de minério. Esta relação, com o aprofundamento da jazida, aumentou. Assim, temos que retirar mais do que três toneladas de estéril para uma de minério. “Chega-se a uma situação em que o custo da lavra a céu aberto iguala-se ao custo da lavra subterrânea, este é o momento de migrar para a lavra em subsolo”, esclarece Mantovani.
Atualmente, a INB está preparando a jazida Cachoeira para as futuras atividades de lavra subterrânea e está em fase de desenvolvimento da rampa de acesso que já chega a 240 metros de extensão. Os trabalhos, como a construção de galerias, de poços e travessas, demandarão ainda dois anos. "A lavra a céu aberto ainda não se encerrou na jazida Cachoeira e continuará ainda por mais cerca de 30 meses. Só terminará quando a cava atingir a cota de 770 metros, previsto para ocorrer no final do primeiro semestre de 2011", afirma o gerente. Durante a preparação para a lavra em subsolo deverão ser produzidas cerca de 40 mil toneladas de minério e as estimativas são de que sejam retirados da jazida Cachoeira, com este novo método em plena operação, aproximadamente 600 toneladas/ano de urânio.
O gerente da unidade da Bahia, Hilton Mantovani, revela que a previsão de produção na INB Caetité para o mês de março deste ano era de 35 toneladas de concentrado de urânio (U3O8), mas a empresa superou as expectativas. "Fechamos o mês de março com a produção de 41,265 toneladas de U3O8, portanto 6,265 acima da meta original. Já temos acumulada no ano uma produção de 100,520 toneladas e mais de 90 toneladas de U3O8 entamborados ", revelou o gerente.