A Indústria Nucleares do Brasil (INB) tem avançado nos trabalhos de pesquisas geológicas em áreas da Província Uranífera de Lagoa Real, na Bahia, onde já foram identificadas anomalias geológicas indicativas da presença de urânio, desde 1977. Esses estudos têm como objetivo ampliar o conhecimento sobre essas ocorrências e gerar informações que subsidiem o planejamento para a Unidade de Concentração de Urânio (URA) atingir a autossuficiência da produção de yellowcake.
Segundo a geóloga e coordenadora de Pesquisa Geológica e de Recursos Minerais da INB, Jamyle Praxedes Franco, as novas pesquisas fazem parte das etapas de coletas de dados que quantificam e promovem o detalhamento dos depósitos que podem futuramente evoluir para condição de mina.
Duas das áreas que terão aprofundamento da pesquisa geológica foram visitadas pelo presidente da INB, Tomás Albuquerque, e pelo assessor Firmino Moraes Sant'Anna, acompanhados pela equipe de geologia.
Com agenda de trabalho na URA, entre 13 e 17 de junho, o presidente da INB também realizou reuniões técnicas com as equipes de gestão da unidade e uma reunião com os demais empregados. Durante os encontros, foi discutido o Plano para atingir a autossuficiência na produção de urânio na URA, que reúne estudos e projetos previstos para o curto e médio prazos.
O planejamento considera, em uma primeira etapa, a produção de 200 toneladas de concentrado de urânio. Também são avaliados cenários futuros de produção de 450 toneladas e, posteriormente, 800 toneladas, que demandam mais estudos geológicos, além da implantação de estruturas como uma nova bacia de decantação de resíduos, nova pilha de estéril, pátio de estocagem e ampliação da área de beneficiamento físico e químico.