Enriquecimento

O urânio encontrado em sua forma natural não produz energia. O processo de enriquecimento é realizado para separar e aumentar a concentração de um dos isótopos do urânio (U235), que sofre um processo de fissão nos núcleos dos reatores nucleares. A INB está licenciada para produzir urânio enriquecido a até 5% em massa do isótopo 235, que é utilizado para a fabricação dos combustíveis que abastecem as usinas Angra 1 e Angra 2 e, no futuro, também Angra 3.

A tecnologia de enriquecimento do urânio, pelo processo da ultracentrifugação, foi desenvolvida no Brasil pelo Centro Tecnológico da Marinha de São Paulo (CTMSP), em parceria com o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN / CNEN).

A Usina de Enriquecimento de Urânio está sendo implantada em etapas na Fábrica de Combustível Nuclear (FCN), localizada em Resende, no estado do Rio de Janeiro. Em novembro de 2022, com a inauguração da 10ª cascata, pertencente ao Módulo 4, a Usina de Enriquecimento da FCN atingiu a capacidade anual instalada para atender 70% da quantidade necessária de urânio enriquecido para uma recarga de Angra 1.

Futuramente, quando a implantação do Projeto de Enriquecimento estiver concluída, o Brasil será autossuficiente na produção do material e capaz de atender, com produção totalmente nacional, as necessidades das centrais nucleares Angra 1 e 2, além de toda eventual demanda de Angra 3.

A fim de assegurar que o material nuclear seja utilizado exclusivamente para fins pacíficos, a atividade de enriquecimento de urânio no Brasil é fiscalizada, sob um regime de salvaguardas único e abrangente, por três órgãos: a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) - em substituição à Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) desde setembro de 2025, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e Agência Brasil – Argentina de Contabilidade e Controle de Materiais Nucleares (ABACC).