Presidente da INB destaca potencial da energia nuclear na transição energética durante evento em São Paulo

O presidente da Indústrias Nucleares do Brasil - INB, Tomás Albuquerque, destacou a importância e o potencial de ampliação da participação da energia nuclear na matriz elétrica brasileira durante o evento “P3C 2026 – PPPs e Concessões: Investimentos em Infraestrutura no Brasil”, na terça-feira (24/02), em São Paulo.

Mesmo com uma participação ainda tímida da energia nuclear na matriz elétrica brasileira, em torno de 2%, Tomás ressaltou que há espaço para ampliação, como já apontado em estudos da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). “Além da conclusão de Angra 3, há potencial para novas usinas termonucleares e aumento da produção de concentrado de urânio”, pontuou.

O presidente da INB integrou o painel “Transição Energética no Brasil: Energias Renováveis, Hidrogênio Verde e Energia Nuclear no Planejamento da Matriz Elétrica”, que abordou a integração de diferentes fontes para a segurança, estabilidade e previsibilidade no suprimento do sistema elétrico. O debate levou em consideração os desafios regulatórios, de financiamento e de governança para viabilizar projetos, bem como o papel das Parcerias Público-Privadas (PPPs), dos incentivos e das novas tecnologias na construção de um ambiente favorável à atração de investimentos e à competitividade da matriz energética.

Durante o painel, Tomás Albuquerque apresentou a trajetória da INB e ressaltou a importância dos recursos de urânio e do domínio tecnológico que o Brasil possui do ciclo do combustível nuclear, o que demonstra a relevância do país no cenário da energia nuclear mundial. O presidente da INB citou que cerca de 70 reatores nucleares estão em construção no mundo, evidenciando que a expansão do setor é uma realidade e impulsiona o aumento da demanda por urânio.

Tomás abordou ainda a alteração legal que permite a participação da iniciativa privada em projetos de mineração de urânio, com a Lei 14.514/2022 que ainda aguarda regulamentação.

Esta foi a primeira vez que a INB participou do P3C 2026, que é considerado um dos principais fóruns nacionais voltados ao debate sobre parcerias público-privadas, reunindo representantes do setor público, investidores, concessionárias, operadores, agentes financeiros, consultorias e organismos multilaterais.

Para o presidente da INB, o convite para participar do evento demonstra que a energia nuclear é considerada como importante para a transição energética. “Foi uma oportunidade para INB mostrar o que a empresa faz, sua relevância para o país e para a transição energética brasileira. E o papel dela como detentora de uma tecnologia tão restrita no mundo”, afirmou. 

O painel também contou com a participação de Marina Cavalini Bailão, chefe de Gabinete da Secretaria Nacional de Portos do Ministério de Portos e Aeroportos, Guilherme Zanetti, diretor do Departamento de Planejamento e Outorgas de Transmissão do Ministério de Minas e Energia, Joaquim Queiroz, sócio do Giamundo Advogados, e Aldemir Freire, diretor de Planejamento do BNB - Banco do Nordeste. A moderação foi realizada por Sinval Zaidan Gama, ex-presidente da Eletronuclear.

 

COMPARTILHE NAS MÍDIAS SOCIAIS: