Exercício de Resposta à Emergência Nuclear é iniciado na INB Resende

A Indústrias Nucleares do Brasil (INB) realizou, nesta terça-feira (15), a cerimônia de abertura do Exercício Geral Integrado de Resposta à Emergência e Segurança Física Nuclear (RESEX 2026), na Fábrica de Combustível Nuclear (FCN), em Resende (RJ). Em sua 14ª edição, a atividade reúne órgãos públicos para testar, nesta quarta-feira (16), a atuação integrada diante de cenários simulados de emergência e segurança física nuclear.

Representando o presidente da INB, Tomás Albuquerque, o diretor de Combustível Nuclear e de Finanças e Administração interino, Reinaldo Gonzaga, destacou a importância do treinamento contínuo e da integração entre as instituições que participam do exercício. Segundo ele, as práticas de resposta vêm sendo aprimoradas ao longo dos anos, acompanhando também a ampliação do número de instituições envolvidas. “Para mim é um orgulho muito grande estar participando com vocês. Já participei de muitos exercícios e sei da importância de treinar bastante para jogar bem. Ao longo dos anos, as práticas vêm sendo aprimoradas. O Sipron foi incorporando várias instituições aos seus comitês. Trazer tranquilidade para aqueles que trabalham diretamente com o combustível nuclear e para a comunidade do entorno, dando uma resposta positiva à sociedade, é muito importante. Cada um tem uma função importante no funcionamento dessa engrenagem coordenada”.

O diretor Técnico de Enriquecimento Isotópico da INB, contra-almirante Alexandre de Siciliano, ressaltou que o exercício reúne tanto profissionais que já participam de ações desse tipo quanto novos integrantes. Para ele, a continuidade dessas atividades contribui para manter as equipes preparadas e ampliar a integração entre os diferentes órgãos envolvidos na resposta a uma eventual emergência.

Chefe do distrito de Resende da Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), Eduardo Mota destacou que o treinamento também permite verificar a efetividade das medidas relacionadas à segurança nuclear, à proteção radiológica e à segurança física da instalação. “Espero que este exercício tenha bastante fruto e que isso venha melhorar a segurança nuclear, a proteção radiológica e a segurança física da instalação como um todo, como complementação aos procedimentos operacionais”, afirmou.
Também participaram da abertura o diretor do Centro Estadual de Gerenciamento de Emergência Nuclear, tenente-coronel Giovanni Mouta, e o primeiro-tenente Rocha, representante do 37º Batalhão da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.

O chefe da Delegacia da Polícia Rodoviária Federal em Resende, Marcos Silva, destacou a estrutura da corporação para atendimento de emergências na região. Segundo ele, a unidade operacional atualmente responsável pelo atendimento está a cerca de 40 quilômetros da FCN. A previsão de construção de uma nova unidade, a aproximadamente dois quilômetros da instalação, deverá ampliar a capacidade de resposta da PRF e reduzir o tempo de deslocamento em uma eventual ocorrência.

Coordenador-geral de Segurança Física Nuclear do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI/PR), o capitão de Mar e Guerra Ney Anderson Guimarães destacou que o exercício permite colocar os planos e protocolos em prática, além de identificar pontos que precisam ser aperfeiçoados. “O GSI é um grande articulador com todos os órgãos para proporcionar as condições necessárias para a empresa possa treinar e avaliar, da melhor maneira possível, seus planos e protocolos, chegando a alguns pontos de melhoria. A intenção é que a sociedade e o Brasil possam estar seguros de que o Sipron funciona e que os profissionais que compõem os colegiados estão preparados. Para isso, a gente tem que testar os protocolos para ver se está melhorando”.

Em nome do secretário de Acompanhamento e Gestão de Assuntos Estratégicos do GSI/PR, Alex Urbani, Ney Anderson declarou oficialmente aberto o RESEX 2026. 

Planejado pelo Comitê de Planejamento de Resposta a Situações de Emergência no Município de Resende (Copren/RES) e supervisionado pelo GSI/PR, o exercício avaliará a coordenação entre as equipes da FCN e os órgãos de apoio externo, os procedimentos de comando, controle e comunicação, a monitoração radiológica, a atuação das forças de segurança pública e a capacidade de atendimento médico. A comunicação com a imprensa também será testada durante o simulado.

 


 

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