Profissionais da Indústrias Nucleares do Brasil (INB) participam, em Belo Horizonte (MG), da Exposibram 2026, um dos principais eventos do setor mineral da América Latina. Até quinta-feira (27), a equipe acompanha painéis sobre mercado, processamento mineral, inovação, investimentos e desenvolvimento de cadeias estratégicas no país.
A programação reúne temas relacionados à área de atuação da INB na mineração, como agregação de valor aos recursos minerais, desenvolvimento tecnológico e articulação entre empresas, centros de pesquisa, governo, instituições financeiras e investidores.
O presidente da INB, Tomás Albuquerque, ressaltou a importância de a empresa estar presente aos debates, que refletem o atual cenário e as tendências do setor mineral. “São discutidos os mais variados temas do setor, desde a parte legal, regulatória, às mais modernas técnicas de aproveitamento mineral, os pontos mais sensíveis e relevantes nas relações com comunidades, na abordagem junto aos territórios, e a apresentação dos equipamentos com a mais alta tecnologia. Então, tudo isso é trazido à cena na Exposibram, e a presença e a participação da INB é, sem dúvida, fundamental para que a gente esteja sempre atualizado em relação ao há de mais avançado no setor de mineração no mundo”, afirmou.
Para o superintendente de Novos Negócios e Minerais Estratégicos Associados ao Urânio, Saulo Fernando Quintão Ribeiro, os debates ajudam a compreender os movimentos do mercado e as estratégias adotadas por diferentes segmentos. Ele acompanhou, entre outros, os painéis “As principais tendências no mercado de commodities” e “Discussões sobre a instalação do processamento mineral no Brasil”.
“As discussões mostram a importância de conhecer o mercado, entender qual produto se pretende desenvolver, avaliar os investimentos necessários e buscar parceiros que possam contribuir com tecnologia e capital”, destaca.
Saulo Ribeiro também observa uma presença maior do urânio nas discussões relacionadas aos minerais críticos e estratégicos, à segurança de suprimento e ao desenvolvimento de cadeias produtivas. A abordagem amplia as possibilidades de diálogo do setor nuclear com outros segmentos da mineração, consideradas as características específicas e o ambiente regulatório do urânio.
A participação na Exposibram permite ainda acompanhar experiências, tecnologias, instrumentos de financiamento e iniciativas em desenvolvimento no setor mineral brasileiro, ampliando o intercâmbio de informações e a identificação de possibilidades de cooperação.
A programação desta quarta-feira (26) contou com um painel mediado por Firmino Moraes Sant’Anna, assessor da Diretoria de Recursos Minerais da INB. Com o tema “Gestão da Radioatividade no Processamento Hidrometalúrgico e Pirometarlúrgico de Minérios”, o debate contou com a participação de Alessandro Facure, diretor-presidente da Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), Ricardo Fraga Guterres, chefe de gabinete da ANSN, Chris Griffith e Suzanne Burling, ambos da Australian Nuclear Science and Technology Organisation (ANSTO).