INB participa do Nuclear Summit e debate estratégias para ampliar produção de urânio no Brasil

A Indústrias Nucleares do Brasil (INB) está presente no Nuclear Summit 2026, evento que discute tendências, desafios estratégicos e oportunidades do setor nuclear, na Casa Firjan, no Rio de Janeiro. Os diretores do Combustível Nuclear, Reinaldo Gonzaga, e de Enriquecimento Isotópico, Alexandre Siciliano, representaram a INB na abertura do encontro, nesta segunda-feira (23). Reinaldo Gonzaga integrou ainda o painel “Oportunidades na expansão da produção de urânio e combustível nuclear”, que debateu o potencial brasileiro ao longo de toda a cadeia do combustível nuclear.

Durante o painel, os participantes reforçaram a necessidade de um ambiente regulatório que permita a atração de investimentos privados para a expansão da produção de urânio no Brasil e o fortalecimento do setor. Reinaldo Gonzaga destacou que a INB, com o apoio da holding Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional S.A (ENBPar), atua para estruturar novos modelos de negócios com o objetivo de ampliar a produção nacional. 

“A ENBPar está contratando o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) no sentido de construir uma modelagem para que a Indústrias Nucleares do Brasil vá ao mercado e encontre parceiros para alavancar a mineração”, citou o diretor, acrescentando que iniciativa semelhante está sendo adotada em relação à outra etapa do ciclo do combustível nuclear, a conversão. 

“As expectativas em relação a essas implantações não são a curto prazo, mas o pontapé precisa ser dado”, afirmou, defendendo que avanços nas etapas de mineração, conversão e enriquecimento são uma forma de reduzir a dependência externa e agregar valor ao urânio produzido no país. 

Para Reinaldo, medidas como essas são importantes especialmente levando em consideração o atual cenário mundial, com aumento da demanda por urânio, o que pode dificultar a aquisição no mercado internacional, seja por preços elevados ou por indisponibilidade de material.

Outra questão apontada pelo diretor da INB foi a necessidade de investimento em sondagens para dimensionar os recursos de urânio do país e identificar associações minerais, informações relevantes para avaliar a viabilidade econômico-financeira de possíveis projetos de exploração.

O painel contou ainda com a participação do diretor-geral da Agência Nacional de Mineração (ANM), Mauro Henrique Moreira Sousa, e do presidente da Infra Minerals, Carlos Freire Moreira, e foi mediado por João Gonçalves, consultor sênior da Infra Minerals.

Organizado pela Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Atividades Nucleares (ABDAN), o Nuclear Summit está na terceira edição e reúne, até esta terça-feira (24) representantes do governo, da indústria, da academia, investidores e especialistas nacionais e internacionais. 

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