INB promove ações sobre a Consciência Negra para os empregados ao longo de novembro

No mês da Consciência Negra, a Indústrias Nucleares do Brasil – INB promoveu diversas ações para fortalecer o conhecimento e o aprendizado corporativo sobre o tema com diferentes eventos nas unidades de Caldas/MG e Caetité/BA. O minicurso on-line reuniu especialistas como Jonathan Machado, doutorando em Educação e Saúde na Infância e na Adolescência pela UNIFESP e Matheus Sena, advogado e membro da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil.

O minicurso, intitulado “Despertando Consciências: Direitos Humanos, Negritude e Diversidade de Gênero”, foi no dia 30 de novembro para todos os empregados. No evento foi abordada a integração da diversidade racial, sexual e de gênero e os direitos humanos no ambiente corporativo. Toda essa discussão teve o intuito promover a equidade racial, visando a inclusão e aceitação na sociedade. Durante a palestra, Jonathan Machado destacou a necessidade de “sensibilizar os colaboradores sobre a importância da inclusão da negritude além da aceitação superficial que busca compreender e valorizar as diferentes perspectivas que enriquecem o ambiente profissional”.

Os palestrantes explicaram que os profissionais negros, mesmo diante de habilidades de qualidade, são expostos a desafios que outras pessoas não enfrentam. Eles destacaram ainda que, uma das estratégias para combater esse problema é criar programas que transformem a sensibilização pelo tema em atitudes concretas no cotidiano.  Matheus Sena ressaltou que “essas estratégias devem ser incorporadas para que se tenha melhor eficácia e eficiência no processo de reconhecimento das pessoas”. Ainda durante o encontro entre especialistas e funcionários da INB, conceitos importantes como “negritude”, “branquitude” e “racismo estrutural” foram debatidos sendo aberto um espaço ao final da palestra para esclarecer as dúvidas dos empregados, que participaram com comentários e perguntas. 

Unidades da INB se mobilizam em prol do dia da Consciência Negra
Em Minas Gerais, na Unidade em Descomissionamento de Caldas (UDC), foi organizada uma roda de conversa sobre “Consciência negra todos os dias”. Os empregados assistiram a uma palestra e à encenação do monólogo intitulado “A coisa tá ficando preta”, escrito e interpretado por Clodoaldo Aparecido Vieira, empregado da INB.

A peça aborda, através de histórias narradas pelo personagem, diversas situações de racismo que são comuns no dia a dia. O encontro realizado no dia 28 de novembro foi conduzido pela estagiária de engenharia ambiental Raíssa Aline Pereira, pela técnica em química Nayane Borges, e pelo operador de tratamento de efluentes, Clodoaldo.

Durante a palestra, Raíssa Pereira descreveu diferentes tipos de racismo, desde o institucional até o recreativo. “Para falar de consciência negra é preciso falar sobre o racismo estrutural e, como isso impacta a vida de milhares de pessoas, refletindo diretamente no desenvolvimento econômico e social do país. Nós, pessoas negras, sabemos da dificuldade que temos em ocupar determinados espaços na sociedade e que, apesar de sermos a maioria da população brasileira, somos a minoria em espaços de poder e de construção do conhecimento”, concluiu.

Já na Unidade de Concentração de Urânio, em Caetité, na Bahia, o Grupo de Qualidade de Vida no Trabalho proporcionou aos empregados a oportunidade de vivenciar algumas das tradições da comunidade afro-brasileira. A apresentação foi no dia 30 de novembro.

“A atividade foi programada após consulta a alguns colegas que se autodeclaram negros, para que tivesse sentido e representatividade. Teve como propósito oportunizar aos empregados a vivência de manifestações culturais afro-brasileiras, contribuindo para o resgate da nossa ancestralidade e o combate ao (pré)conceito, ao racismo e à discriminação, através do conhecimento, da integração e do convívio”, revelou a assistente social da INB, Cynara Ribeiro.

A ação contou, ainda, com a apresentação de cantigas de roda e samba por 22 pessoas da Comunidade Riacho da Vaca, localizada nas imediações da Unidade. A presidente da Associação do Riacho da Vaca, Marizete Araújo, disse que aquelas músicas fazem parte da infância deles e foram ensinadas pelo pessoal mais antigo. 

Além disso, integrantes do Grupo de Capoeira Ginga Bahia fizeram apresentações tanto de maculelê quanto de capoeira. O instrutor de capoeira, James Oliveira, destacou a necessidade de expandir ações de apoio à cultura afro-brasileira para além do mês de novembro, inclusive convidou comunidade e empresas ao apoio mais efetivo. Após as apresentações, James olhou para o lado e direcionando a alguns colegas da INB disse: “Traz uma felicidade estar aqui, porque vejo que temos representatividade”, emocionou-se.

INB apoia webinar sobre letramento racial

Além das ações internas, a INB esteve presente no 1º webinar “Letramento racial na área nuclear”, organizado pelo Coletivo de Mulheres Negras na Área Nuclear (MunaN). O evento durou quatro dias e contou com a participação de Ketrim Souza, administradora da INB, que foi mediadora da palestra “Políticas afirmativas na área nuclear”. 

“Para mim, ter a INB apoiando um evento desse tamanho demonstra que a empresa está caminhando em consonância com as demais do setor. Além de ser uma experiência enriquecedora de troca com outros profissionais”, disse Ketrim.

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