Segurança Nuclear: Comitê de Emergência define estratégias para exercício integrado em Resende

Como reagir a uma emergência nuclear em uma das instalações mais estratégicas do país? Para garantir que a resposta seja imediata e precisa, autoridades de defesa, meio ambiente e segurança pública, que integram o Comitê de Planejamento de Resposta a Situações de Emergência em Resende (Copren/RES), reuniram-se, nos dias 6 e 7 de maio, na Fábrica de Combustível Nuclear (FCN), da Indústrias Nucleares do Brasil (INB), em Resende (RJ). O encontro detalhou o planejamento para o Exercício Geral Integrado de Resposta a Emergência e Segurança Física que acontecerá em setembro de 2026 na unidade.

A agenda técnica contemplou exposições da INB, do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI/PR) e do Ministério da Defesa, entre outras participações que discutiram as diretrizes para mitigação de riscos, os protocolos de segurança física nuclear e os procedimentos padronizados de comunicação. Um dos pontos altos do debate foi a análise das lições aprendidas no acidente nuclear de Tokaimura (Japão, 1999), apresentada pelo físico da INB Fabiano de Souza Prata.

Para o Capitão de Mar e Guerra Carlos Magno da Costa, coordenador-geral de Segurança Física Nuclear do GSI/PR, a sinergia entre as instituições é o que garante a eficácia de uma operação real. "A integração institucional não apenas otimiza recursos, mas assegura que a troca de informações seja ágil e a resposta, coordenada", afirmou.

Roberto Baldini, gerente de Segurança Empresarial da INB, reforçou que o diálogo com órgãos reguladores e fiscalizadores permite que a empresa refine continuamente seus processos de proteção.

Estrutura de Governança
Sob a coordenação do GSI/PR, o comitê é peça-chave do Sistema de Proteção ao Programa Nuclear Brasileiro (Sipron) e reúne 11 instituições focadas em garantir a segurança operacional e a proteção da população e do meio ambiente no entorno da unidade fabril.
 

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