Enriquecimento

O urânio encontrado em sua forma natural não produz energia. O processo de enriquecimento é realizado para separar e aumentar a concentração de um de seus átomos, que sofre um processo de fissão nos núcleos dos reatores nucleares.

A tecnologia de enriquecimento do urânio foi desenvolvida no Brasil pelo Centro Tecnológico da Marinha de São Paulo (CTMSP), em parceria com o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN / CNEN). A INB produz urânio enriquecido a 4% para a fabricação dos combustíveis que abastecem as usinas Angra 1 e Angra 2 e no futuro também Angra 3.

O processo de enriquecimento utilizado pela empresa é o da ultracentrifugação. A unidade de enriquecimento está sendo implantada em etapas na Fábrica de Combustível Nuclear (FCN), localizada em Resende, no Rio de Janeiro. Parte do urânio enriquecido ainda é importada. Em outubro de 2015, a Usina de Enriquecimento da FCN atingiu a capacidade de produzir cerca de 14% da quantidade média anual de urânio enriquecido necessária para abastecer os reatores de Angra 1 e Angra 2.

Quando a implementação estiver completa, o Brasil será autossuficiente na produção do material. A previsão é que isso ocorrerá em 2022, quando a Usina de Enriquecimento da FCN deverá ser capaz de produzir 35 toneladas de urânio enriquecido por ano.

O enriquecimento de urânio no Brasil é fiscalizado por três instituições: Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e Agência Brasil – Argentina de Contabilidade e Controle de Materiais Nucleares (ABACC).