O presidente da Indústrias Nucleares do Brasil, Tomás Albuquerque, participou de reunião com representantes da Westinghouse Electric Company, nos Estados Unidos, para discutir a ampliação da parceria estratégica entre as duas empresas diante das perspectivas de crescimento do setor nuclear brasileiro previstas no Plano Nacional de Energia (PNE) 2050.
Segundo Tomás Albuquerque, a reunião teve como foco fortalecer a cooperação entre a Westinghouse e a INB para viabilizar a expansão da cadeia produtiva do combustível nuclear no Brasil, necessária para atender ao aumento projetado da geração nucleoelétrica na matriz energética nacional.
De acordo com Tomás, alcançar a meta do PNE 2050 exigirá um crescimento significativo da produção nacional de urânio.
“A meta é de 14 GW e, para isso, precisamos chegar a uma produção de 3 mil toneladas de urânio, além de viabilizar a ampliação do ciclo do combustível no Brasil”, destacou.
O presidente da INB ressaltou ainda que a parceria já consolidada entre as empresas cria um ambiente favorável para o avanço das iniciativas conjuntas, especialmente na área de desenvolvimento e fornecimento de combustível nuclear.
“Já temos essa parceria e já sabemos como fazer o design dos combustíveis nucleares. A Westinghouse está envolvida com a gente nesse contexto todo”, completou.
Participaram da reunião Kevin Askew, diretor de Soluções do Combustível Nuclear da Westinghouse; Chris Wagener, vice-presidente de Combustível Nuclear para as Américas; Stephen McKinney, vice-presidente de Mercado para as Américas; David Chan, vice-presidente de Mercado para a América Latina; e João Gonçalves, diretor técnico da Inframinerals.
A Westinghouse Electric Company é uma das principais empresas globais do setor nuclear, com atuação em tecnologias para geração de energia, combustível nuclear e serviços para usinas nucleares. A companhia foi responsável pelo desenvolvimento do primeiro reator nuclear comercial de água pressurizada do mundo, nos Estados Unidos, e atualmente fornece tecnologia utilizada em cerca de metade das usinas nucleares em operação no planeta. A empresa desenvolve tecnologias como o reator AP1000, utilizado em projetos nos Estados Unidos e na China, além de iniciativas em países como Polônia, Ucrânia e Bulgária.