Enriquecimento

O urânio encontrado em sua forma natural não produz energia. O processo de enriquecimento é realizado para separar e aumentar a concentração de um de seus átomos, que sofre um processo de fissão nos núcleos dos reatores nucleares.

A tecnologia de enriquecimento do urânio foi desenvolvida no Brasil pelo Centro Tecnológico da Marinha de São Paulo (CTMSP), em parceria com o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN / CNEN). A INB produz urânio enriquecido a 4% para a fabricação dos combustíveis que abastecem as usinas Angra 1 e Angra 2 e no futuro também Angra 3.

O processo de enriquecimento de urânio utilizado pela empresa é o da ultracentrifugação. A Usina de Enriquecimento está sendo implantada em etapas na Fábrica de Combustível Nuclear (FCN), localizada em Resende, no Rio de Janeiro. Grande parte do urânio enriquecido ainda é importada.  Em agosto de 2018, com a inauguração da cascata 7, pertencente ao Módulo 3, a Usina de Enriquecimento da FCN atingiu a capacidade de produzir cerca de 45% da quantidade média anual de urânio enriquecido necessária para abastecer a central nuclear Angra 1.

Quando a implantação do Projeto de Enriquecimento estiver completa, o Brasil será autossuficiente na produção do material. A previsão é que, em 2033, a Usina de Enriquecimento da FCN deverá ser capaz de atender com produção totalmente nacional as necessidades das centrais nucleares Angra 1 e 2 e, em 2037, a demanda de Angra 3.

O enriquecimento de urânio no Brasil é fiscalizado por três instituições: Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e Agência Brasil – Argentina de Contabilidade e Controle de Materiais Nucleares (ABACC).